quarta-feira, 7 de outubro de 2015

E se ser louco é ser feliz?



Eduardo Tornaghi, ator de trajetória bombástica na Rede Globo nos anos 70, sentiu que aquela fama que estava vivendo - desejada por muitos - não o tornaria completo.

E, assim, no auge da velocidade dessa roda da fama, pulou fora.

Hoje, vive poetisando nas ruas do Rio. Mora na orla, vive o simples, e é onde encontra a propulsão pra sorrir e gargalhar sinceramente. Encontrou o que seu coração tanto desejava: REALização.

O poema abaixo é dele. Uma pista da direção para que lado fugir.



Quando estive em poesia
Visitei um não-lugar
Um sonho, refinaria
De prosaicos, de pesar

O banal é refinado
Em leveza e lucidez
O reverso é revelado
Os clãs encontram as greis

A mágica e a alquimia
São línguas oficiais
Até quem não crê cria
Lá onde o sempre jamais
Cristal vira nuvem e voa
O Sol namora a garoa
E o choro gargalha também

Tudo te diz: imagine
Tudo te pede: me nine
Não se pergunta de quem
Vive-se a vida na flauta
Não se sabe o que é falta
Mas sabe-se o gosto que tem

Eu voltei estupefato
Com olhos de iluminura
Nem precisa de futuro
Quem tem assim o passado.