sábado, 4 de setembro de 2010

Self portrait

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Espelhos não mentem.
Apontam seus dedos de vidro,
miram frios nossos olhos
que se olham de lado,
distraídos em conferir
a persuasão do disfarce
que, de tão retinto,
se fez inconvicto.
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7 comentários:

  1. Dedos de vidro que nos cortam
    sangrando a imagem
    irreal que criamos
    fazendo-nos ver
    queiramos ou não
    toda verdade...

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  2. A dor de ver a verdade é menor
    Que a de viver a ilusão.

    A gente é que se ilude
    Achando que se iludir não dói.

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  3. os olhos medram os espelhos que, de tão cristalinos, iluminam as entranhas de nosso ego. Sem retoques. Assumem os espelhos inclusive os borrões de nosso amadurecer constante.


    Belo poema numa tarde quase primaveril de setembro.

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  4. Tarde do aniversário da minha irmã! Hoje o dia é especial!

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  5. Gosto de espelhos.São implacáveis e seu julgamento é assaz preciso.

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  6. Mil perdões pelo comentário superficialíssimo e, quiçá, infantil, mas a afirmação de que "espelhos não mentem" me deixa arrasada .o>

    Ainda: no post anterior "Só vê quem quer", me senti um tanto acanhada em admitir que talvez eu não quisesse ver, já que não vi at all. E me senti ainda menos à vontade em me intrometer na discussão acalorada dos comments ;)

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  7. Ahahaah! Siane, se quiser, te conto como "ver" o post anterior.

    E essa do espelho não mentir é difícil mesmo. O pior do espelho pra mim é que ele também mostra o interior, não só a imagem em si propriamente. Parece um "avessador", por assim dizer...

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