domingo, 27 de junho de 2010

WARNING!

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Ando notando que,
de tanto escrever
para esperar,
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a linha das palavras
me leva sempre
ao mesmo lugar:
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aquele onde cabe
uma pessoa só.
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8 comentários:

  1. mas veja que, durante o ato de escrever, teus sentidos dançam contigo, conduzindo-te ao teu próprio imaginário, teus cantos e territórios que são somente teus. Tu vais lá onde só cabe uma pessoa só, que és tu. E a reflexão perdeu-se no caminho? Pelo visto não, pois trouxeste algo de lá para nós. E te agradeço por isso.

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  2. Um cão, porque vive,
    é agudo.
    O que vive
    não entorpece.
    O que vive fere.
    O homem,
    porque vive,
    choca com o que vive.
    Viver
    é ir entre o que vive.

    O que vive
    incomoda de vida
    o silêncio, o sono, o corpo
    que sonhou cortar-se
    roupas de nuvens.
    O que vive choca,
    tem dentes, arestas, é espesso.
    O que vive é espesso
    como um cão, um homem,
    como aquele rio.

    JCML

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  3. Espesso,
    porque é mais espessa
    a vida que se luta
    cada dia, o dia que se adquire
    cada dia
    como uma ave
    que vai cada segundo
    conquistando seu vôo.

    Amo João Cabral. Obrigada pela mensagem.

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  4. rs
    a escrita faz isso com a gente: as linhas às vezes nos levam aonde não queremos ir. ou queremos e não sabemos que não queremos. ou, ao não querer, queremos ainda assim...

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  5. Puxa, Edna... sabe, às vezes acho que tu, com teus poemas, me descreve muito melhor do que eu mesma faria. Obrigada por me ajudar a me conhecer! ;)

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