sábado, 19 de junho de 2010

Self lie

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Doce é a ilusão da não-solidão.

Melhor seria fazê-la amiga

Pra não me sentir só...

O que também é ilusão,

Solidão não se dá, não.

Além de sem amiga,

Eu ficaria sem ilusão

e até sem a solidão.
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[19/06/2010]

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7 comentários:

  1. de fato a solidão está em nós. O tempo todo. Encontramos as pessoas na vida para disfarçar o silêncio que se acende dos roncos de automóveis, que se alastra depois de um copo partido em cacos. E cada caco, um. Eu. Tu. O mundo e suas mentiras. Seus enfeites. Suas jogatinas. Porque sabemos que, depois do carnaval, as cinzas das horas são vestígios que restam apenas para dar prova de uma evidência: o monólogo. A solidão nunca só, a solidão que diz no calar e que cala no dizer.

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  2. O tempo é
    uma água que cai
    em conta-gotas

    ;)

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  3. Ô, Edna... pesado esse poema. Nossa... me identifiquei horrores. E até conversava sobre isso com um amigo ontem... engraçado... e triste ao mesmo tempo, sei lá... solitário, talvez.

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  4. Sentir-se só mesmo rodeado...
    que haja mesmo assim conforto
    em esperanças que nascem
    e em amigos que se achegam. Super beijo.

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  5. Jean,

    Pode SEMPRE contar comigo. E não suma! Beijo

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  6. Pois é, né, Siane... o poema é dolorido mesmo. Porque a linha que as palavras seguiam só iam dar num lugar, naquele que cabe uma pessoa só.

    Mas ao que parece, tá na hora de os solitários montarem uma confraria, pra assassinar (em grupo) a tal da solidão... que tal?

    Falando em assassinar em grupo, lembrei de um filme... Assassinato no Expresso Oriente (com a Lauren Bacall e o Sean Connery).

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