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É aquele não-sei-o-que que me assalta às vezes. Ultimamente várias vezes. Um não-sei-o-que composto de tanta coisa que a gente sabe, sim, mas que quando começa a enumerar, acaba se perdendo na conta naquela massa amorfa vulcânica mental que não dá pra digerir.
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Estado esse gera um senso de protelação de todas as atividades e compromissos. A vontade mesmo é de ficar atirada, dormindo, aconchegada à cama-paraíso quentinha e abraçante, deixando o pensamento vagar alucinado e veloz por todas aquelas estradinhas loucas acinzentadas e escuras da memória e também da imaginação mais insana. Atire o primeiro travesseiro quem não sente esse ensimesmamento lá de vez em quando. E como fazer isso, mesmo beirando a um sentimentozinho pré-deprê Art Noveau, é duma gostosurinha que quase chego a sugerir ao povo da CAPES & CNPq que concedam bolsa-fossa aos procrastinadores dodóis de plantão. Moi.
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Anda me dando até raiva aquela frase que costuma me impulsionar nos dias verdes, de que "tudo que é vivo se agarra ao difícil". Ok, é a constatação da verdade, mas por que tudo tem que ser difícil, por que tem que doer, por que inventaram essa porra de vale-de-lágrimas-and-da-sombra-da-morte...? Ai, e não me venham com churumelas bregas do tipo "não temerei mal algum" porque ao ser que escreveu isso falta sensatez e noção de perigo!
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Eu queria mesmo é minha cama. E um cobertorzinho...
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cortar cebola
ResponderExcluira ironia fatiando devagar
o principiozinho malemolente
da melancolia
bjs
Também quero uma bolsa-fossa. Toda sexta-feira, às sete e meia da manhã!
ResponderExcluirE pode ser sintomático da minha parte dizê-lo, mas o problema, e parte do motivo, e talvez parte da solução, é que ninguém inventou o vale. Senão nós.
Amo-te.
ResponderExcluirDescreveu este sentimento de uma forma que jamais vi.